quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bethany Hamilton... the Movie

Li o livro de.. o filme será igualmente inspirador...

uma adolescente que ensina o que significa a palavra perserverança...

também com a participação de Helen Hunt... da série "Mad about you"!

a não perder!


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Seven Ghost's... algures na Indonésia, uma nova onda

Descoberta uma nova espécie de "pororóca" da amazónia, mas desta feita, na Indonésia.

Confesso que me faz falta o azul do mar no fundo do surf... eis a prova de que sou surfista de pouca experiência. Mas o efeito visual das ondas sucessivas, dos tubos e o modo como eles enrolam... é surpreendente!

A Rip Curl aqui a levar a efeito o seu lema comercial "the search". Parece que eles vão mais além do comércio mesmo!


Senhores e Senhoras... "Seven Ghost's"... algures na Indonésia!


domingo, 3 de abril de 2011

O cordão da vida


Já todos imaginámos o que seria a inóspita desgraça de um dia, longe da areia, nalguma onda mais dura, o shop, leash, cabo, corda que nos segura à prancha cortar-se.

É uma coisa que acontece por vezes, geralmente aos outros, mas algum dia, remoto, pode acontecer a mim.
A Prancha é como um barco de apoio, esta sempre ali, nos dias de chuva, de sol, nos dias de vento agreste, nos dias calmos, nos flats ou nas ondas duras.

Uma prancha é como uma Amor perfeito, há sempre uma comunhão sem palavras, uma dependência saudável.

Mas como nos Amores perfeitos, o cabo pode partir-se.

O pânico é a pior coisa. Podemos perder-nos e pode a prancha perder-se nos rochedos e partir-se de vez.

Nessas situações limite, o fato bóia e qualquer surfista o sabe fazer também, mesmo que pense que não.
Podemos nadar, nadar tranquilamente para terra, meia hora, uma hora. Se cansado. Pára. Aproveita para olhar para o céu e ver a vida que levas. Nada de crol, de bruços, de costas, conta os pirolitos de água salgada que já bebeste. O tempo passa e alguém chega, nem que seja a areia para onde as ondas te levaram.
Se houver alguém na água, dá sempre uma ajuda, somos comunidade.

Depois há que ir buscar a prancha, descansar em silêncio contemplativo e refazer o leash, esse fio da vida, que nos liga como se de almas gémeas a prancha e nós nos tratássemos, fiéis, sempre ali para tudo, o bom, o mau, a saúde e a doença, a riqueza e a pobreza, amando como o outro quer ser amado.

É assim, nesta dupla, que se conseguem momentos de pura magia no respeitoso mar. O Amor perfeito entre a prancha e o surfista refazem-se sempre.

Tudo na vida devia ser como o surf. Não há ferida que não sare, não há pé que não volte ao sítio, não há resina que não concerte uma tábua, não há nunca uma última onda!


Pequeno Poema, Sebastião Gama

Quando eu nasci, ficou tudo como estava, Nem homens cortaram veias, nem o Sol escureceu, nem houve Estrelas a mais......