Amor porque perder um braço para alguém é uma tragédia. Amor porque se reergueu e com a sua humanidade, defeitos e qualidades, vive a sua vida como um testemunho não pretensioso, mas humilde.
Humilde porque humano...
Tem a sua história publicada em Português... clicaaqui!
Dizem que Jesus foi o primeiro... uma data de coisas! Pois bem, deixem-me puxar a brasa à minha sardinha... Ele foi também o primeiro surfista! Está registado neste livro do Novo Testamento! Ele caminhou sobre as águas.
Depois foi Pedro a tentar, mas não conseguiu. Homem de pouca Fé, disse Jesus.
Para surfar é preciso Fé, pois claro. Surfar é digamos, entrar em Comunhão com Deus, no meio da Água, símbolo de Maria por excelência, somos envolvidos na onda, envolvidos na água. Do outside vê-se o mundo de uma perspectiva completamente nova e estamos à mercê, como quando nascemos, como quando morrermos. Estamos à mercê da vontade da natureza, do mar, de Deus por fim e por princípio, como se de um Omega se tratasse.
O surf é para mim um tempo sem tempo, lugar de encontro com Ele, como num retiro.
E não sou o único a pensar assim. Esta boa iniciativa mostra-me isso. O ascetismo que a comunhão com Deus através de um desporto que tem a Criação como campo de jogo. Ele lá está, sempre próximo e sublime ajudando-nos a ser mais divinos e mais humanos... caminhando sobre as águas!
Mais informações sobre a organização que prepara esta edição aqui:
Parabéns à Igreja que aos pouquinhos deixa de perder tanto tempo com algumas tretas sem nenhum interesse e relevância, para começar a utilizar a linguagem das pessoas, sejam elas de que tipo forem, permitindo-lhes que bebam da sabedoria da mensagem e do mundo bonito com que os Evangelhos sonham!
Ele veio para todos e deu esse exemplo nas escolhas com que se fazia rodear. A minha amada Igreja anda devagarinho... mas anda! Vai andando, como todas as grandes famílias... temos essa esperança!
Se Jesus aparecesse hoje no nosso mundo, nasceria incógnito numa família boa e trabalhadora do Equador, do Uzbequistão ou doutro sítio qualquer, daqueles que não aparecem nas notícias. As pessoas ficariam confusas: "Onde é que isso fica?" Jesus não apareceria na televisão e não seria visto em nenhum centro de poder ou de riqueza. Seria intimidado, caluniado e criticado. Diria verdades simples; alguns ouvi-lO-iam e reconheceriam a voz de Deus. As boas notícias espalhar-se-iam lentamente, tal como aconteceu há dois mil anos, e seriam relacionadas com tudo o que é bom neste mundo. Os agentes do poder e da riqueza não se aperceberiam e não O patrocinariam. A feliz ironia de hoje é que, ao fim de dois mil anos, a Boa Nova está tão espalhada que, tenha-se ou não consciência disso, toda a raça humana enriqueceu com o nascimento de Jesus.
Um dia antes do aniversário do meu Pai, chega-me a partilha do querido amigo P. Pedro José, do outro lado do mar.
O texto de Thomas Merton, é feito ao Pai do céu, mas não é o nosso Pai da terra imagem do nosso Pai do céu?!
Ao lê-lo, reflito e dedico-o aos dois Pais... mas hoje.. ao de cá que já há muitos anos a esta parte me tem apresentado o mundo, sempre na sua presença, seja ela presente ou ausente fisicamente.
“Quando te sentires perdido, confuso, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem.
Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.
Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieto, em silêncio, e ouve o teu coração (a tua cabeça e as tuas entranhas, o mais profundo de ti mesmo... é aí que Deus se manifesta). Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.”
Susana Tammaro, in: "Vai aonde te leva o coração" (adaptado)