For the love...
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There are some beautiful waves today
Tenho um amigo que o conheceu na Indonésia.
Ficou impressionado com a simplicidade do senhor. Poderia ser de outra maneira porventura, alguém que nasceu numa terra que se chame "Cardiff-by-the-Sea"? Julgo que não.
Este em causa, chama-se Rob Machado. É bem conhecido do meio.
Ter um amigo que o conheceu, nessa simplicidade das ondas certas do outro lado do mundo, torna-o mais próximo. Faz de nós todos, mais humanos afinal.
Esse amigo, é também ele a serenidade em pessoa. Tem numa garagem uma oficina. Médico de pranchas, arranja tudo o que estiver partido, amolgado, rachado. Tem aquela sabedoria simples de compreender a natureza, o mar, o vento e o fundo que forma uma boa onda. Sabe ler a natureza sem precisar de ver os boletins online. Vive à beira da água.
Explora um pequeno negócio ligado a ela. Sempre que pode e que está bom... lá vai para dentro da doce e azul infinita, água do mar. Sempre que está bom, faz por poder.
Voltando ao Pro Surfer... o tal que faz por não o ser.
Conta aqui neste filme muito do que pensa da vida. "The Drifter" personifica-nos logo à partida. Machado decidiu remar de uma ilha para outra e a meio ficou demasiado cansado para continuar. Parou. Deixou-se.
À deriva percebeu o quanto todos somos pequeninos, se nos virmos em contexto. Diz o próprio que nunca se sentiu tão insignificante. E sentiu nisso, a Paz. Deixou de estar chateado.
Deixou de andar perdido, como se ganhasse consciência que não é chegar a um sítio ou estádio com que sonhamos que a vida se realiza e antes disso não vale a pena. O que sonhamos é já hoje, aqui, agora. O modo como se vive esse presente, o modo como os outros, aqueles que amamos são presente em nós, não interessa a distância. O modo como se caminha na vida, como se faz a viagem. É isso a arte da felicidade.
Vivemos, é certo, numa cultura que cada vez mais obriga as pessoas a trabalhar sem lhes dizer para quê, que pede sacrifícios sem que eles tenham muito a ver com melhoria, que diz que quem vive sem nada e do seu trabalho tem muitas dívidas e estamos em crise.
Numa cultura em que quem lidera só aponta coisas muito duras e muita crise e muitas más notícias e muita competição e corta feriados porque se tem de produzir (mas produzir o quê), e lixa a economia, e deprime toda a gente que se deixa deprimir... tudo para justificar que mais e mais se nos vá ao bolso. Trabalhar para deixar os filhos aos 4 meses à guarda de outros. A medicina a prolongar-nos a vida para deixarmos os nossos idosos à solidão da partida para a grande viagem.
Este modo de vida não faz sentido. Esgota-nos. Esgota a Terra. É preciso dizer-lhe que não, que já não há paciência para ele. Ou então nem isso.
Corre, brinca, trabalha com alegria, desliza sobre a vida, sobre as ondas, sobre a neve... fá-lo com leveza, com música.... Aproveita... é a nossa insignificância com significado que nos liberta.
Voltando ao surf. Voltando a Rob Machado.
Ia o ano de 1995. Era a final de Pipeline e curiosamente, os finalistas desse evento, iam à frente no WCT que se decidiria ali, naquela final.
Ele e Kelly Slatter, os finalistas, amigos. Não se sabia muito bem o que ia ser aquilo, o que ia provocar a dois amigos que partilhavam guitarras, tempo e carros alugados no tour.
Foi tudo, menos um heat normal. Foram dois irmãos que foram surfar, apanhar ondas e divertiram-se. Só isso. Tanto.
Uma das onda que Machado estava a surfar, fê-lo cruzar-se com Slater a remar para dentro, dão um tranquilo hi5 um ao outro. Cada um vibrava com as ondas do oponente.
Foi o mais perto que Rob Machado esteve de ser campeão do mundo, pelo menos no que à ASP diz respeito.
Julgo que ele também não se preocupa muito com isso. O que o move é o dia de surf, a vida na sua essência, essa que a correria nos faz esquecer e passar tempo, dias, meses, anos sem lhe prestar atenção.
Na vida há uma estrada que todos seguimos e os desvios que nos libertam. É a frase repetida neste filme de surf que é sobre a vida afinal. A vida encontrada nos mares da Indonésia, no trabalho e nas brincadeiras com a miudagem das ilhas.
“We dream of the perfect wave, the perfect job, the perfect house……and when we get there… we dream of something else"... parece estranho isso... Como diria o poeta inglês com apelido das arábias... Vive e deixa viver, ama e deixa amar. É a curva natural que flui da vida.
As ondas melhores... são as de hoje. Ri-te para elas. Deixa-te fluir!
Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
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FOR NO OTHER REASON THAN THE LOVE FOR IT
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Slow Down People 'cause you're going to fast..
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
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Only a surfer know's the feeling
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
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Água salgada, água sagrada...
Há qualquer coisa de eternidade, de estar fora do tempo e do espaço quando se dá uma surfada. São tudo formas de nos colocar perto do absoluto, seja lá isso o que for.
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
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'Living resolutions'
*escrito com os meus alunos
Rir tanto como agora, chorar mais, comover-me.
Subir montanhas, saltar muros, seguir por atalhos, remar com mais medo,
vida e apreciar, tanto como agora, quem me rodeia.
Desafiar as minhas capacidades, desafiar a dos outros, amadurecer mais, fazer ainda mais amigos.
Ver mais filmes no cinema, viver como nos filmes.
Deixar coisas nos bolsos para depois as encontrar sem querer, saborear gelados com mais lentidão, saborear café com mais acção,
Fazer os outros mais felizes, só estando lá, partilhar o que a vida trouxer. As coisas simples são as mais especiais.
Deixar-me ir com Deus a tudo, contar mais histórias,
Juntar tudo, dando novidade ao que é de há muito, ao que está além do tempo e que é desde sempre e para sempre.
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Inspira-te...!
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
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2012 promete!
Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
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uma oração
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| Christian Redongo, Tahiti | photo: Zak Noyle |
Obrigado por esta sensação de fim de ciclo, misturada com início de ciclo. É brutal a criatividade que se tem quando estamos na fase do "não faço ideia do que fazer a seguir e do que vai ser a vida". E isso, as ideias, os sonhos, as pessoas manifestam-se-nos aí melhor do que nunca!
Etapas cumpridas, outras começadas, muitos lugares novos e viagens de sonho, de sonhos... sem nunca me esquecer de onde vim e quem sou.
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Meu Amor...
assim que te vi... fiquei estarrecido!... eras a loira mais deslumbrante que eu algum dia tinha visto.
Soube logo que iria passar muito tempo da minha vida deitado em cima de ti, sentado também... e mesmo de pé em cima de ti.
Sei que o nosso primeiro encontro no Mar foi uma porcaria. Não correu nada bem a nossa sintonia. Mas no seguinte já correu melhor e sei que é nesse caminho, no treino, no diálogo de amor entre nós os dois que cresceremos e juntos planaremos sobre as águas como Um só!
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
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O mar onde eu nasci
Sábado, 24 de Dezembro de 2011
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horizonte largo
Há caminhos que são feitos com a magia dos binómios.
Uma prancha de surf e um Land Rover encerram em si mesmos um grande significado, como se de calçado se tratasse, um que nos dissesse que com eles, podemos ir a todo o lado.
Dizia o Indiana Jones no primeiro filme e em pleno mar... "it's not the age... it's the mileage"
Domingo, 11 de Dezembro de 2011
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carta para mim daqui a 40 anos
Dezembro não deixa de ser Dezembro, seja lá isso em que idade for. Andaste no mar hoje, com um fato de 5/3 milimetros mais elástico que o teu primeiro que era 3/2.
| praia da barra.. sometime in december two thousand & eleven |
Espero que a vida nunca te faça dizer nada em que não acredites ou em que não vejas caminho. Se isso acontecer, não vais ter hipótese, não vais convencer ninguém, nem a ti.
Falando em bengalas, espero bem que sejas saudável, que te alimentes bem, que não te tenhas deixado crescer a barriga porque isso prejudica o surf. Embora não possas fazer muito quanto a isso, espero que não tenhas ficado careca e que os cabelos brancos te caiam com alguma pinta de charme. Se repetires a mesma coisa não sei quantas vezes como já te acontecia há 40 anos, espero que tenham paciência infinita contigo, como tu tinhas com quase toda a gente também. Espero que não tenhas perdido isso.
Não sei o que vai ser até eu chegar aí onde tu estás agora, mas sei que vai ser de certeza alguma coisa muito boa... porque qualquer praia é óptima, seja no aconchego do quentinho do Inverno, ou na frescura do Verão....
Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011
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