Se nascesse hoje...


Se Jesus aparecesse hoje no nosso mundo, nasceria incógnito numa família boa e trabalhadora do Equador, do Uzbequistão ou doutro sítio qualquer, daqueles que não aparecem nas notícias. As pessoas ficariam confusas: "Onde é que isso fica?" Jesus não apareceria na televisão e não seria visto em nenhum centro de poder ou de riqueza. Seria intimidado, caluniado e criticado. Diria verdades simples; alguns ouvi-lO-iam e reconheceriam a voz de Deus. As boas notícias espalhar-se-iam lentamente, tal como aconteceu há dois mil anos, e seriam relacionadas com tudo o que é bom neste mundo. Os agentes do poder e da riqueza não se aperceberiam e não O patrocinariam. A feliz ironia de hoje é que, ao fim de dois mil anos, a Boa Nova está tão espalhada que, tenha-se ou não consciência disso, toda a raça humana enriqueceu com o nascimento de Jesus.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Merry Christmas...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A tua Presença... Parabéns Pai, por esta vida!

Um dia antes do aniversário do meu Pai, chega-me a partilha do querido amigo P. Pedro José, do outro lado do mar.
O texto de Thomas Merton, é feito ao Pai do céu, mas não é o nosso Pai da terra imagem do nosso Pai do céu?!

Ao lê-lo, reflito e dedico-o aos dois Pais... mas hoje.. ao de cá que já há muitos anos a esta parte me tem apresentado o mundo, sempre na sua presença, seja ela presente ou ausente fisicamente.

Parabéns Pai.



Seja esta a minha única consolação,
que esteja eu onde estiver,
tu, meu 'Pai',
és amado e louvado.
De facto, as árvores te amam
sem te conhecer.

Os lírios raiados e flores do campo
lá estão proclamando que te amam,
sem ter consciência da tua presença.
As belas nuvens escuras
atravessam vagarosamente o céu
pensando em ti,
como as crianças que não sabem
com que sonham, enquanto brincam.

Mas, em meio a tudo isso,
eu te conheço
e conheço a tua presença”.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Senta-te e Espera, respira fundo...




“Quando te sentires perdido, confuso, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem.

Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos.

E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.
Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieto, em silêncio, e ouve o teu coração (a tua cabeça e as tuas entranhas, o mais profundo de ti mesmo... é aí que Deus se manifesta). Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.”



Susana Tammaro, in: "Vai aonde te leva o coração" (adaptado)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Porque...




Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Rip Curl Pro Search

Momentos de busca, que é como quem diz:

"The Search"... o bonito emblema da Rip Curl.

in: surfportugal

terça-feira, 27 de outubro de 2009

WCT


E POR ESTES DIAS TEMOS O WCT* EM PORTUGAL...

NÃO HÁ NADA PARA DIZER, APENAS MUITO QUE VER, SENTIR E ESCUTAR!

Em Peniche... ou por aqui na net: RIP CURL PRO SEARCH


... mas se o mar ficar bom... depois lê-se como foi no jornal... tenham lá paciência.


* uma espécie de grande prémio, como se fosse fórmula 1.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Smiling Surfing


O surf, não é um desporto qualquer.

Tem qualquer coisa de religioso, entrar no mar, o esforço de passar a rebentação e a calma tranquila, ondulante do estar sentado na prancha, com os dedos a brincar na água, vê-se o sol, ou as nuvens e chuva no tempo dela, vê-se o mar ao de perto, vê-se a areia deserta ou a praia cheia ao longe. Escuta-se um tipo de silêncio com sons a várias dimensões. Não se está no ar, nem no chão. É uma espécie de sobrevôo físico e contemplativo...

... Mas pode ser ainda mais que isso: a "Smiling Surfing" é outro grupo de gente que utiliza o surf como "ferramenta", ao estilo do método preventivo de D. Bosco. Criaram uma escola de surf na Índia para atrair as crianças e jovens, muitos órfãos dos Tsunamis de 2004 que, abandonados à sua sorte podem encontrar ali um meio de recuperar o caminho da vida. Primeiro pelo desporto... a seguir a escola, um dia a vida...

Espero que seja um projecto sólido e não apenas um voluntariado de Verão... útil por certo como meio de começar para o voluntário, mas sempre insuficiente se se remeter a um ou dois meses do ano... é que a vida lá, dura como aqui, todo o ano...







sábado, 12 de setembro de 2009

Surf against poverty... call to action

Um grupo de surfistas italiano levou a cabo o surfing against poverty... Foi nas Filipinas e tratava de atrair crianças e jovens para o Surf, tirando-os das ruas, prevenindo problemas de deliquência e outros caminhos em forma de beco.
Um projecto , com o objectivo de mostrar e oferecer alternativas de ócio saudável...
Podemos levar o conceito ainda mais longe, ao estilo do método preventivo, introduzir conceitos pedagógicos, valores, atitudes perante a vida.
O surf é duro, para chegar lá é preciso remar...
Assim no surf, assim na vida...




o próximo projecto?!.. =D


Há alguém que se queira juntar?... out of many..., we can be One!











Perfect Spot




"In order to find the perfect surf spot you'll go until the end of the world. And in every surf trip you'll discover that the best place in earth is the sea, where each high wave is a deep emotion. near our far, you´ll always feel it deeply..."

sábado, 8 de agosto de 2009

Conheço Barcos...




Conheço barcos que ficam no porto
Com medo de que as correntes os arrastem violentamente.
Conheço barcos que enferrujam no porto
Para não arriscarem nunca uma vela ao largo.

Conheço barcos que se esquecem de zarpar.
Têm medo do mar por estarem a envelhecer,
E as vagas nunca os separaram
A sua viagem terminou antes de começar.

Conheço barcos tão amarrados
Que desaprenderam de se olhar.
Conheço barcos que ficam a marulhar
Para estarem realmente seguros de jamais se deixar.






Conheço barcos que vão, aos pares,
Afrontar o temporal quando o furacão está sobre eles.
Conheço barcos que se arranham um pouco
Nas rotas oceânicas aonde os levam os seus manejos.

Conheço barcos que regressam ao porto,
Todos amassados, mas mais dignos e mais fortes.
Conheço barcos estranhamente iguais
Quando partilharam anos e anos de sol.

Conheço barcos que transbordam de amor
Quando navegaram até ao seu último dia,
Sem nunca recolher suas asas de gigantes
Porque têm o coração à medida do oceano.
Marie-Annick Rétif

terça-feira, 28 de julho de 2009

Essência


quarta-feira, 1 de julho de 2009

O futuro que aguarde um bocadinho...

... e se prepare para esta miúda.

sábado, 27 de junho de 2009

Happy Birthday Bro...




*


Que a vida te continue a dar muitos drops à séria, e muitas quedas de costas.


É isso que faz de ti o que és hoje e o que és no futuro:


Alguém para os outros, um professor que ensina o que aprendeu, porque a vida lhe ensinou.



S&H

domingo, 21 de junho de 2009

Paragem


Vem aí tempo tranquilo à força, porque cheio de vontade de continuar...
Mas as ondas não páram. Quando o Espírito sopra no Vento, já nada as pára!
Custam sempre as paragens obrigatórias, um semáforo vermelho que nos interrompe o destino. Há ali qualquer coisa contra natura que nos incomoda, enquanto travamos, abrandamos até ao zero à hora. Parece que interrompemos uma coisa que já estava planeada, e não assim.
Custa sempre porque andamos na estrada da vida, fazemos coisas, acontecem outras e nós faziamos parte, sonhávamos parte. Outras vezes andamos à velocidade de cruzeiro e já nem percebemos o que estamos a fazer. Realidade comum no ser de hoje, ocidental, em que o ritmo se impôe à vida, em que se é obrigado a ter um ou dois empregos para poder viver, em que não basta ser bom, tem de se ser melhor.
São dias custosos, os primeiros do silêncio imposto, como quem estaciona com a prancha na linha da maré e fica a ver as ondas passarem.
São custosos porque causam atrito, a mudança é sempre dolorosa.
Mas é assim que se estuda o mar e a vida. A olhar para lá, para as ondas, a ler nos livros como outros fizeram e como outros pensaram. Depois de parar, já nem queremos avançar. Basta uma tenda para Ti, para Moisés e Elias de tão bem que se está aqui...
Esse exercício de contemplação e aprendizagem, só se bebe em serenidade, parados, mas depois temos de seguir! Entra-se de novo e juntamo-nos àquilo para que estamos nascidos desde que nascemos: A praxis contemplada. Tudo ao mesmo tempo.



sábado, 13 de junho de 2009

Saber usar o Tempo...

Saindo fora da água,
encontro o tempo...
mestrá-lo é um saber útil e difícil...
Vale a pena gastar uma hora de escuta e assenhorear-se de alguns conceitos de alguém que já nos deixou, mas que aproveitou o tempo que lhe foi dado...
Depois... voltar para a água de novo. Lá é que se está fresco, no sítio onde não há tempo nem lugar... apenas o infinito.
Senhoras e Senhores... convosco, Randy Pausch.





domingo, 31 de maio de 2009

O melhor das pessoas...


Find the best in everybody.
You may have to to wait a long time. sometimes, YEARS, but people will show you their good side. Just keep waiting, no matter how long it takes. Nobody is all bad. Everybody has it good side. Justi keep waiting: it will come out!"

John Snoty

sábado, 23 de maio de 2009

A intuição do outro...




O que desenvolvi eu nesta vida que tenho levado? Uma vida feita de milhares de quilómetros, de centenas de culturas, de dezenas de cruzamentos de fronteira. Uma vida feita de mudança, de novidades, de encontros.


Eis o que o viajando desenvolve viajando: A intuição do Outro. A quase certeza de saber quem se tem pela frente. E ter que compreendê-lo em poucos segundos.

Por vezes trata-se de aceitar o convite para uma refeição ou de ser levado por becos e vielas a uma direcção incompreensível. Que intenções esconde o outro? Que motivos o movem? O que pretende de mim? É uma pessoa de boa vontade? As dúvidas são legítimas: o viajante solitário sente-se particularmente indefeso ao caminhar por territórios e culturas desconhecidas.


Gonçalo Cadilhe,
SURF Portugal, Fevereiro de 2007

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Há onze anos...



Há onze anos mudei o mundo... o meu mundo.

Era também uma quarta feira, por volta do meio dia e meio.
Eu era um rapaz assustado, a ir para longe de 'casa', do mundo que eu conhecia e de mim como me conhecia.
Ia com muito medo, com muitos sonhos para cumprir, com os olhos muito abertos à procura de mim.


Onze anos e parece que foi ontem que andei à chuva e comecei tudo de novo.
Mas desta vez tinha num dos bolsos tudo aquilo que tinha aprendido, no outro, tudo o que tinha sonhado.

Obrigado Seminário!

Hope is a good thing.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Líquido Mágico




foto: a primeira vez em Ribeira d'Ilhas, Abril de 2009.


Para uns é salgada, para outros é sagrada.

As coisas são relativas. Não uma relatividade que possa colocar tudo em causa, o bem, o mal, o belo, o feio, o que se gosta e o que não se gosta.

Há delas, as 'coisas' que não são relativas, valores, conceitos, convenções que se acordam e concordam [(de relativas passam a ser absolutas: sejam os acordos entre a humanidade e a humanidade, seja entre a humanidade e Deus, seja entre a humanidade e a natureza (a lista continua em todas as variantes possíveis!)]...

Mas tanto no mundo muda conforme o olhar com que se vê!


É por isso que não podemos julgar as coisas, os outros. Não podemos, com absoluteza, catalogar, emprateleirar, definir... porque cada gesto destes será sempre redutor.

É dificil é certo, ao ser humano temente do que desconhece, não julgar ou catalogar, não formular ideia ou opinião disto ou daquilo. Vivemos de referências e temos medo do desconhecido. Por isso julgamos, catalogamos, emprateleiramos. Para pensarmos que conhecêmos.

É preciso estar-se bem consigo próprio para não o fazer, para não dizer mal disto ou daquilo ou dos outros. Dizer mal, destrói, absolutiza, quase que fecha o assunto. Já fazer o mesmo mas para o bem - estranho, mas verdade - abre portas, abre perspectivas nunca fechadas e nunca conclusivas. Dizer mal, carimba um embrulho fechado. Dizer bem, abre um embrulho com laço bonito.

É preciso estar-se bem consigo próprio, estar-se livre, como quem caminha pela rua fora de mãos nos bolsos e os lados do casaco estendidos para trás, quase a planar cinco milímetros acima do chão.

É preciso estar-se bem consigo próprio para não catalogar uma água gelada, com ondas barulhas e grandes, num chão escondido de pedra e ouriços afiados que só não querem ser pisados.

É preciso estar-se bem consigo próprio para arriscar, para não julgar quando o líquido nos atira enrolados para dentro de si e a nadarmos tanto quanto podemos para cima, ele não nos deixa vir cá beber ar à superfície.

É preciso estar-se bem, ser-se livre para se enfiar, sabendo que se pode ir contra as rochas e sem querer, aprender para que servem as meias de surf e porque têm elas os dedos do pé recortados*.

É preciso viver-se, assim com cara aberta para o bem, sendo tolerante com os que te olham e dizem que és maluco porque vais para dentro da água gelada, barulha, salgada, com rochas no fundo, com ouriço do mar que só não querem ser pisados....

Eles não sabem que é água sagrada, Não sabem o que um líquido faz a uma pessoa... o líquido mágico, ou salgado, ou sagrado, ou nada disto! Depende do ponto de vista que se julga.

________________________________

*pensava eu que as meias serviam para proteger do frio. Há pouco tempo descobri que é também para proteger das arestas das rochas que não se vêem debaixo de água... quanto aos ouriços, ainda temos que aguentar com eles (ou eles connosco), ou talvez um dia descubra umas "botas" de surf que sirvam para isso!


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Escoliadas 2009



A vida de professor, tem disto...

Trabalha-se além das salas de aula, alguns dias, madrugada dentro a preparar coisas, outros madrugada dentro a fazer as coisas. Na escola ou fora dela, preenchem-se números sem fim de papéis, chama-se à atenção quando custa, apontam-se caminhos quando não sabemos onde estamos ou para onde vamos, mas caminhamos com eles...

Mas no fim de tudo, sonham-se limites e ultrapassamo-los porque melhor do que cumprir os nossos sonhos, é ajudar os outros a cumprirem os seus!

E é por isso é que vale a pena ser professor.

domingo, 26 de abril de 2009

Os sonhos da tua infância...

Ontem participei na última sessão de uma acção de formação que valeu como se de uma daquelas aulas em que saímos de lá cheios, ou uma daquelas surfadas de início de primavera em que nos fartámos de apanhar ondas e ficamos tão cheios de vida que nem comer precisamos?

O formador da sessão era uma daquelas pessoas que não se consegue não admirar por todo o percurso de vida que fez e está a fazer... Cheio de altos e baixos, cheios de coragem nunca com acomodações, cheio de remadas contra a maré e sempre sempre, cheio de uma paz interior que transparece no olhar daqueles que vão em busca dos sonhos, sejam eles fáceis ou difíceis! Não é isso o medidor da sua grandeza.

E é preciso termos a alma limpa para admirar os outros.

Tive a sorte de me ter dado a conhecer um senhor que se chamou Randy Pausch.

No mundo académico nos EUA há o hábito de, quando em vez... um professor ser convidado para dar uma aula, como se fosse a sua última aula. Dizer ao mundo tudo aquilo que tinha para dizer.


A alguns meses do fim da sua vida, este Randy Pausch, devido a um cancro do pâncreas,  deu mesmo a sua última aula, sobretudo a pensar naquilo que todos os pais ensinam aos seus filhos mas que ele não virá a poder fazer. Com três filhos de menos de 5 anos, e pensando que nenhum deles se lembrará do pai quando crescer, tirou tempo para dar esta aula.. para eles daqui a uns anos saberem quem era e como era os pais, quais os valores e os princípios que o nortearam nesta vida. 


Deixou isto gravado... vale a pena parar para ouvir.


domingo, 5 de abril de 2009

water day




É de água que tratamos aqui.. seja ela salgada, seja ela doce,

venha ela a escorrer pela face abaixo ou pela boca a dentro...

domingo, 22 de março de 2009

Mar ultimamente... nem vê-lo...


Bem diz o meu povo que o trabalho só pode matar o Espírito.

Mas acho que nisso só acreditam quando virem... e continuam a carregar, a carregar até que o burro por fim cairá.

Depois queixamo-nos...


quarta-feira, 11 de março de 2009

music of the day...

Quando eu era metade do tamanho que tenho agora.. cantarolava esta música muito bonita do Willie Nelson / E. Presley...

Hoje redescobri-a no album do senhor Michael Bublé "call me irresponsible"...


Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said & done

I just never took the time


But you were always on my mind
You were always on my mind

Maybe I didn't hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
If I made you feel second best
Girl, I'm sorry I was blind

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your
Sweet love hasn't died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied
Satisfied

Little things I should have said & done
I just never took the time

You were always on my mind


Michael Bublé
Always On My Mind

segunda-feira, 9 de março de 2009

A Pororoca... a onda mais comprida do mundo!











Que fica na Amazónia...

Sónia.. força aí!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Como se mede o tamanho da alma?




Como medimos a alma?


Pelo sorriso, pelo olhar. A alma transparece na nobreza dos gestos de cada dia? Mede-se a alma pela capacidade de perdoar? E como se mede a capacidade de perdoar? Com um recipiente, cheio das desilusões que as relações humanas nos causam? Mede-se pelo florir do vaso que se rega? Mede-se pelas vitórias e derrotas alcançadas? Pelas lágrimas caídas, pelas quedas silenciosas? Mede-se pelo reerguer-se do chão, sentindo o pó das traições, num levantar lento, custoso, sem uma única palavra de pronúncio sobre a ferida aberta que lhe corre?




Como medimos a alma?


Como lhe tomamos o pulso? Como medimos o seu peso, as suas circunstâncias? Como nos medimos? Como perdoar? Como esquecer o peso das botas se a mancha lá fica? Como medimos o tamanho da alma? Pela nobreza? Pela coragem? Pelo perdão? pelo silêncio? Pela côr da espada, pela flor no canto da boca, mal me quer, bem me quer...
Como medimos a alma? é pela intensidade, é pela corrida a fundo no minuto que não é mais um apenas... mas sessenta segundos bem medidos, é pelo passo, salto no escuro, que se dá para fora com confiança e muito medo, mas dá-se, é pela entrega, é pela força que subsiste além do cansaço e do desapego, é pelo momento em que tudo esquecemos e nos falha a memória, nesse instante em que o tempo nos pára, mas por fora continua...
é pela medida da eternidade, fora do tempo, fora do espaço. A alma não tem sítio, lugar ou hora. Ela é... e por isso não se mede, mas mede-se.
Só não sei é como...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"Men do not follow titles. They follow courage.

Show them the way to freedom, without loosing the one thing that is yours: honour...

... and they will follow you.

For as much you fall or the reason's of falling, you will rise up,

every day, again and again"

A vida na linha da água...


Somos produto de uma infindável mistura de processos, acontecimentos, horas e desoras, de opções conscientes, de saltos para o escuro, decididos em repentes de loucura ou intuição, de mim mesmo ou dos outros, do outro.


Vivemos à tona de água, corremos a água fria numa oportunidade, na ondulação que se forma atrás de nós. Pegá-la ou largá-la é uma decisão de centésimos de segundo.


É nesse instante que jogamos toda a nossa vida, correr ou não correr, arriscar ou não arriscar, sonhar ou não sonhar, ousar ou não ousar.
Apanhar a onda pode mudar tudo, não apanhar também. No antes nunca sabemos o depois.

Tudo decidido num instante infímo que se traduz numa braçada vigorosa, com a força que já poderemos não ter.

O resto é o voo, a vida, elevamo-nos, erguemo-nos. Por um esgar do olhar viramos para o lado certo ou errado e deslizamos ou caímos.

Tão simples quanto isto.

Decidir ou não decidir, falar ou ficar em silêncio, porque por vezes a imensidão azul não termina nunca e nós não sabemos, temos esse direito, para onde seguir, para onde remar, ou como ou porquê.

_________________
Photo credit: MaineLand


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Our deepest fear...




Our deepest fear is not that we are inadequate to what people ask or expect, inadequate to our mission or to our feeling.
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
It is our light, not our darkness that most frightens us.
We ask ourselves, who am I to be brilliant, gorgeous, talented, and fabulous? Actually, who are you not to be? You are a child of God. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that other people won't feel insecure around you.
We are all meant to shine, as children do. We were born to make manifest the glory of God that is within us. It's not just in some of us; it's in everyone. And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.”

Marianne Williamson


******
Às vezes pensamos que o nosso maior medo é a morte, é não estarmos à altura, são as ondas grandes, o mar tumultuoso ou frio...

Se pensarmos bem... isso não faz muito sentido.

O nosso maior medo somos nós, aquilo de que somos capazes se acreditarmos e a responsabilidade que daí advém.

Este é hoje, especialmente... o meu medo mais profundo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Barra fechada




Tem estado mau tempo.
As ondas são grandes, insurfáveis, barras fechadas nos dias de fortes emoções e pensamento.

Têm sido dias abruptos, de baixo vôo.
Na sexta fazer sonhar estudantes de Direito, no sábado fazer pensar voluntários, no Domingo fazer lágrimas, em mim e nos outros, pessoas de bem, que se nutrem em sentimentos uns pelos outros durante a peregrinação que fazem pela vida, avançando com decisão e medos, com coragem e fraternidade por um bem maior, por uma vida mais digna.

Têm sido dias grandes, de muitas ondas, de muitas palavras e de mais ainda reflexões, olhares ao alto, de contemplação.

Assim é quando a prancha está espetada na areia, sentinela de oportunidade para entrar de novo no mar.


Quarta feira estaremos a voar! Águas calmas e ondas ordenadas vão chegar!

Go Sónia, go! Vamos contigo, ficas connosco...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

 
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