Saber tudo e não saber nada.

"Incomodam-me os que sabem sempre tudo e que não perdem a oportunidade de no-lo dizer"
Giorgio Gaber

Isto é em todo o lado, seja na areia, no offshore, seja na vida. Há sempre daquelas pessoas que não sabem o valor do silêncio e que lhes falta qualquer coisa. Só isso pode explicar a constante exaltação, ou antes, a necessidade de constante auto-exaltação.
Não há muita coisa que incomode a minha paz e tranquilidade, na forma de estar e de ser. Mas algumas coisas poucas... uma é esta ilustrada no pensamento de Gaber, outra são as pessoas 'boazinhas', aquelas que deixam as ondas todas para os outros, que são muito falsamente humildes. São o contrário das primeiras que sabem sempre tudo. Estas nunca sabem nada.

É preciso realismo, sabermos o que somos, sabermos quem somos e sê-lo de facto.
Que outra maneira de surfar a vida é possível?!

Os maltrapilhos, rebeldes, com ou sem causa são bons ao pé destes que dizem que sabem tudo e os que dizem que não sabem nada. Os maltrapilhos podem melhorar. As pessoas que sabem tudo e as pessoas boazinhas... é mais complicado. Não mudam. Morrendo certamente a cada dia nas suas ilusões, nalguma surfada, nalgum spot... Uns por saberem tudo desse sítio e por estarem no seu dizer fartos de surfar ali, outros porque coitadinhos, no seu dizer, são pouco experientes e nunca andaram por ali e não sabiam de nada...
Há os que fazem, e há sempre os que dizem que fazem. A escolha entre ser um ou outro é livre.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Na tua ausência

Fazes-me falta. Fazes-me tanta falta.
Embora Te sinta presente, porque estás em mim e eu estou em Ti.

Mas esta limitação humana, traz-me à tona de água a racionalidade, o superficial que não me ajuda a contemplar o mais fundo e só me deixa perceber os tempos, os minutos e dias que passaram depois da última vez que mergulhei em Ti, debaixo de alguma onda, em que não pudesse respirar.
A ditadura da vida, a ditadura do tempo.

Sei que agora estou longe, mas sei que é em Ti que faço sentido. Sei, Eu sei que ainda somos mais Se nos olhamos tão fundo de frente.

Fazes-me falta, faz-me falta o decidido que sou quando estou dentro de Ti, rodeado de Ti, da água salgada a escorrer-me pelos olhos abaixo, quando nado decidido, sem medo mas com medo, com a certeza da loucura que um segundo mais, um segundo menos não te apanho.

Mas depois, quando por fim me erguer em Ti de novo, quando me sentir a caminhar sobre as águas, quando Te vir ao meu lado, naqueles metros de descida em que não existe a gravidade e a prancha corta uma fatia de água, sei que toda a distância, que todo o tempo longe foram tão pouco, tão pouco... comparado com o que somos.

Sentir-Te, ser envolvido, por Ti, as ondas, no corrediço comprido da vida, no drop, no deslize, no vento na cara, nos salpicos, no olhar determinado para a tua parede que se dobra atrás de mim, até pararmos, na espuma, junto à areia, onde por fim beijas eternamente a terra.

fazes-me falta, porque me corres no sangue, salgado e frio na distância, mas tão intenso e profundo como o mar e as suas ondas perfeitas há espera de mim...
Sempre à espera de mim, por mais longe que eu ande.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

4th November






"This is our time, to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American dream and reaffirm that fundamental truth, that, out of many, we are one; that while we breathe, we hope. And where we are met with cynicism and doubts and those who tell us that we can't, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people".

Barack Obama Chicago,

4 de Novembro de 2008


Foi o voto com mais convicção política que fiz, uma convicção profunda como o Mar!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Hoje era dia de ir ao Mar...

Hoje era dia de ir ao Mar.

Mas os planos, são o que são, coisas da vida, que escolhemos em absoluta liberdade, mas que nos privam do "ir ao Mar" tornando-o no "era dia de ir ao Mar".

O dever e o apetecer, nem sempre são coincidentes. Mas é assim mesmo, o dever, a Missão, são as nossas escolhas, o sacrifício, o trabalho invisível de encerar a prancha que ninguem valoriza na vida, mas que no surf é essencial para caminharmos sobre a água.

São as escolhas que fazemos na vida, as prioridades, os sacrifícios que nos dão a cor e que fazem de nós Homens ou meninos.

Hoje era dia de ir ao Mar, mas fiquei em terra. Porque sou livre e escolhi o trabalho.

Hoje era dia dia de ir ao mar... mas como Deus sabe, as ondas em estavam grande coisa, e como Deus sabe, tenho a faringite que me lembra na garganta que ir ao mar, Hoje, não seria grande ideia...

Amanhã será dia de novo e amanhã encontro-me com Ele e com a liberdade de hoje ter feito o que qinha de fazer.

A man gotta do what a man gotta do.

sábado, 1 de novembro de 2008

 
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