Até já companheiro...

O Amarelinho foi um dos meus maiores companheiros de Aventura...
Comecei a minha vida profissional como arqueólogo com este carro.

Junto subimos montanhas, descemos vales, juntos passámos rios, vencemos pedras aguçadas e safámo-nos de lama encharcada, vencemos frio e neve, pisámos kms de areia quente do deserto do Sahara.

Carregámos caixotes com bens humanitários, e levámos pranchas de surf até à praia. Carregaste equipamento de mergulho até ao cais, puxaste barcos de dentro da rampa, ajudámos outros carros a saírem da lama ou da areia. Até noites cheguei a dormir dentro deste carro, uma no Sahara, outra no Gerês, montanha acima!.. estas são as que me lembro.

É por isso que não lhe chamo carro, mas companheiro...

Acompanhou-me sempre, mesmo em dificuldades ou problemas, nunca ficámos a pé, nunca ficámos presos... mesmo em obstáculos grandes e dificuldades imensas...

Ultrapassámos tudo, mais depressa ou mais devagar, avançámos sempre...

Um dia meu amigo, vou ser rico e vou procurar-te e comprar-te de volta!

Safe journey my friend, como todas as que fizémos juntos... obrigado por tudo o que me mostraste, obrigado por todos os sítios onde é impossível chegar!


"Don't be dismayed by good-byes. A farewell is necessary before you can meet again. And meeting again, after moments or lifetimes, is certain for those who are friends". [Richard Bach]



Farewell my friend...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O sapo sábio e a tartaruga jovem




Havia uma tartaruga que era jovem, irreverente como os jovens, gostava de experiências novas e gostava de arriscar, ir mais longe, desafiar limites.

Tinha um vizinho, um sapo, sábio, de cabelos brancos de riqueza de vida. Era discernido, tranquilo, tinha muita experiência e, como verdadeiro sábio, gostava de partilhar a sua sabedoria e dar conselhos.

Uma noite, a tartaruga jovem queria sair. Mas o sapo sábio avisou-a de que a noite tinha perigos, era escura e fria, escondia-se nela o risco invisível do perigo.

A tartaruga, na sua irreverência, agradeceu ao sapo o conselho, mas disse-lhe que iria sair, queria sair na noite.

Colocou então a cabeça e as pernas fora da sua carapaça e pôs-se a caminho!
Mais à frente, numa pedra escorregadia, colocou-se em falso e tropeçou.

Rebolou, rebolou e ficou virada ao contrário, de pernas para o ar.
Refeita do susto, colocou de novo as pernas e a cabeça fora.
Esperneava, esperneava, mas não conseguia voltar-se.

O sapo, chegando junto dela disse-lhe:
- Avisei-te tartaruga. Eu disse-te que a noite tinha perigos. Agora ninguém te vai salvar, vais ficar aqui e vais morrer de frio e fome.

Após um momento de silêncio, a tartaruga retorquiu:
- Sim, posso até morrer de frio e fome... mas pelo menos daqui, vejo todas as estrelas do céu!

*****

Ouvi esta fábula, de que não sei o autor, hoje na missa... Precisávamos tanto de histórias destas, de coisas que nos deixem cheios e felizes quando vamos à missa, que os cristãos chamam de "festa" mas que se vive com tristeza, frete e solenidade a mais em muitos sítios.

É hora de todos começarmos a arriscar, mesmo correndo riscos e podendo vir a cair...

.. vale a pena andar com os OLHOS NO CÉU!


domingo, 7 de novembro de 2010

 
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