resoluções para 2009





Sonhar mais,

fazer os outros sonhar ainda mais,

pensar mais,

parar mais,

olhar mais,

escrever mais,

rir mais,

chorar mais,

ler mais,

cair mais,

saltar mais,

surfar mais,
mais emoções,

mergulhar mais,

subir montanhas,

saltar muros,

seguir por atalhos,

remar com mais medo,

remar com mais força,

dormir em qualquer canto,

colar-me à janela no comboio,

falar mais alto,

ser politicamente incorrecto,

incomodar-me mais,

mergulhar mais fundo,

fumar cachimbo,

fazer riscos na areia,

andar de baloiço,

cheirar flores,

sentir a chuva na cara,

apanhar sol,

saborear gelados com mais lentidão,

não me importar tanto,

viajar pela vida,

ouvir melhor,

correr à velocidade do outro,

acenar com bandeiras e causas,

não controlar nada,

deixar-me ir com Deus a tudo,

contar mais histórias,

unir mais pessoas,

fazer menos a barba,

dizer mais palavrões,

tomar café com elites e sem-abrigos,

não ter pressa,

ser mais inútil,

ir ao encontro da vida, on the edge para não usar demasiado espaço...


Bom 2009, cheio de ondas, no mar e na vida.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O tempo que passa...







Hoje fui ao mar.


Fui cedinho, estava frio. Dei por mim a pensar na vida, no tempo que passa, no que sou, no que fui e na mistura que vou ser, que vou sendo.




Recebi mensagens e telefonemas de parabéns e dentro de mim a pergunta do porquê parabéns? Não fiz nada!




E é isso... o mérito pessoal não existe.




Nós somos aqueles que nos rodeiam,


nós somos o que aqueles que nos rodeiam nos fazem ser, nos fazem conseguir ser.


São eles que nos levam ao colo pela vida e é em conjunto que chegamos a algum lado...




... sempre.




Parabéns por isso, àqueles que me são próximos e me constróem a cada dia, tecendo o tempo da minha vida.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Um Natal cheio de ondas!

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Que se aproveite este Natal para o começo de uma nova era, de árvores em forma de ondas e de estrelas, onde todos tenhamos um lugar, onde todos saibamos que ser feliz é caminhar para a luz, uns com os outros e não uns primeiro que os outros...
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Feliz Natal e um 2009 com as melhore ondas... as da vida e as do Mar!

Nómada do Mar


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

What Is Your Deeppest Fear?




quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Excelência.. uma questão de atitude



'Nós somos aquilo que repetidamente fazemos. A Excelência não é, por isso, um acto singular.É um hábito...'
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'We are what we repeatedly do. Excellence is not a single act. It's a habit.'
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Aristóteles (384 - 322 a.C.)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Saber tudo e não saber nada.

"Incomodam-me os que sabem sempre tudo e que não perdem a oportunidade de no-lo dizer"
Giorgio Gaber

Isto é em todo o lado, seja na areia, no offshore, seja na vida. Há sempre daquelas pessoas que não sabem o valor do silêncio e que lhes falta qualquer coisa. Só isso pode explicar a constante exaltação, ou antes, a necessidade de constante auto-exaltação.
Não há muita coisa que incomode a minha paz e tranquilidade, na forma de estar e de ser. Mas algumas coisas poucas... uma é esta ilustrada no pensamento de Gaber, outra são as pessoas 'boazinhas', aquelas que deixam as ondas todas para os outros, que são muito falsamente humildes. São o contrário das primeiras que sabem sempre tudo. Estas nunca sabem nada.

É preciso realismo, sabermos o que somos, sabermos quem somos e sê-lo de facto.
Que outra maneira de surfar a vida é possível?!

Os maltrapilhos, rebeldes, com ou sem causa são bons ao pé destes que dizem que sabem tudo e os que dizem que não sabem nada. Os maltrapilhos podem melhorar. As pessoas que sabem tudo e as pessoas boazinhas... é mais complicado. Não mudam. Morrendo certamente a cada dia nas suas ilusões, nalguma surfada, nalgum spot... Uns por saberem tudo desse sítio e por estarem no seu dizer fartos de surfar ali, outros porque coitadinhos, no seu dizer, são pouco experientes e nunca andaram por ali e não sabiam de nada...
Há os que fazem, e há sempre os que dizem que fazem. A escolha entre ser um ou outro é livre.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Na tua ausência

Fazes-me falta. Fazes-me tanta falta.
Embora Te sinta presente, porque estás em mim e eu estou em Ti.

Mas esta limitação humana, traz-me à tona de água a racionalidade, o superficial que não me ajuda a contemplar o mais fundo e só me deixa perceber os tempos, os minutos e dias que passaram depois da última vez que mergulhei em Ti, debaixo de alguma onda, em que não pudesse respirar.
A ditadura da vida, a ditadura do tempo.

Sei que agora estou longe, mas sei que é em Ti que faço sentido. Sei, Eu sei que ainda somos mais Se nos olhamos tão fundo de frente.

Fazes-me falta, faz-me falta o decidido que sou quando estou dentro de Ti, rodeado de Ti, da água salgada a escorrer-me pelos olhos abaixo, quando nado decidido, sem medo mas com medo, com a certeza da loucura que um segundo mais, um segundo menos não te apanho.

Mas depois, quando por fim me erguer em Ti de novo, quando me sentir a caminhar sobre as águas, quando Te vir ao meu lado, naqueles metros de descida em que não existe a gravidade e a prancha corta uma fatia de água, sei que toda a distância, que todo o tempo longe foram tão pouco, tão pouco... comparado com o que somos.

Sentir-Te, ser envolvido, por Ti, as ondas, no corrediço comprido da vida, no drop, no deslize, no vento na cara, nos salpicos, no olhar determinado para a tua parede que se dobra atrás de mim, até pararmos, na espuma, junto à areia, onde por fim beijas eternamente a terra.

fazes-me falta, porque me corres no sangue, salgado e frio na distância, mas tão intenso e profundo como o mar e as suas ondas perfeitas há espera de mim...
Sempre à espera de mim, por mais longe que eu ande.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

4th November






"This is our time, to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American dream and reaffirm that fundamental truth, that, out of many, we are one; that while we breathe, we hope. And where we are met with cynicism and doubts and those who tell us that we can't, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people".

Barack Obama Chicago,

4 de Novembro de 2008


Foi o voto com mais convicção política que fiz, uma convicção profunda como o Mar!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Hoje era dia de ir ao Mar...

Hoje era dia de ir ao Mar.

Mas os planos, são o que são, coisas da vida, que escolhemos em absoluta liberdade, mas que nos privam do "ir ao Mar" tornando-o no "era dia de ir ao Mar".

O dever e o apetecer, nem sempre são coincidentes. Mas é assim mesmo, o dever, a Missão, são as nossas escolhas, o sacrifício, o trabalho invisível de encerar a prancha que ninguem valoriza na vida, mas que no surf é essencial para caminharmos sobre a água.

São as escolhas que fazemos na vida, as prioridades, os sacrifícios que nos dão a cor e que fazem de nós Homens ou meninos.

Hoje era dia de ir ao Mar, mas fiquei em terra. Porque sou livre e escolhi o trabalho.

Hoje era dia dia de ir ao mar... mas como Deus sabe, as ondas em estavam grande coisa, e como Deus sabe, tenho a faringite que me lembra na garganta que ir ao mar, Hoje, não seria grande ideia...

Amanhã será dia de novo e amanhã encontro-me com Ele e com a liberdade de hoje ter feito o que qinha de fazer.

A man gotta do what a man gotta do.

sábado, 1 de novembro de 2008

A primeira tábua























Foi aqui que fiz caminho, pelas águas a primeira vez...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Surfar o Mundo para a Paz...




O mar estava como já não se via há dias largos. Vento de nortada, ondas de metro e meio, a entrarem ordenadas a sul do molhe. Coisa rara para surfista do litoral português, os picos quebravam tanto para a esquerda como para a direita. Naquela tarde de sábado devia ter alguma coisa de especial e, arriscando ir parar às rochas, algumas ondas havia que partiam para a esquerda levando quem nelas quisesse correr.Aquele pico tinha perto de vinte pranchas vigilantes, cada surfista aguardando por uma onda que desse para caminhar sobre as águas. A remada lá para trás exige esforço. A espera pela onda certa, exige paciência e sabedoria para perceber quando ela chega. A tarde estava quente, e ver o mundo da perspectiva de quem está sentado na prancha, com as mãos a salpicar a água enquanto se espera a onda com o nosso nome é uma coisa que nos enche o espírito. De quando em quando, vinha uma boa e com muita avidez dentro de água, eram vários os que nadavam para ela.Como na estrada, a tribo de surfistas tem códigos, regras de prioridade e cortesia, para evitar choques ou incidentes dentro de água.Mesmo assim, eles acontecem e as reacções são as mais variadas. No sábado aconteceu um. Dois apanharam uma onda. Um deles era a primeira da tarde e já estava na água há bastante tempo. Um ia fazer a onda para a esquerda e estava do lado direito. Outro ia fazer a onda para a direita e estava do lado esquerdo. Ambos nadaram para a onda ao mesmo tempo, ambos estavam à mesma distância dela. Não se viram um ao outro. Muitos choques da vida acontecem assim. As pessoas não se vêem umas às outras...Em fracções de segundo ergueram-se, droparam (desceram) a onda, viram-se e agora o choque era inevitável. Mergulho para um lado, pranchas para o outro. Segundos depois voltam à superfície e procuram recolher a prancha para que ela não bata em ninguém. Verificam se o desconhecido estava bem e pedem desculpa um ao outro.Acontece.Se fosse noutras praias era porrada certa ainda dentro de água, com direito a continuação na areia.Ali a atitude fez toda a diferença: ver se o outro está bem, pedir desculpa, lamentando e relativizando o conflito de interesses existido e segue-se em frente. Oxalá o mundo fosse mais assim.Ontem terminou mais uma reunião do G8. Bom seria se os líderes lá reunidos encontrassem o equilíbrio entre os seus interesses, a sua onda e dessem atenção à dos outros. A influência geo-política do mundo altera-se dia para dia: a Ásia está em força, o mundo árabe começa a mostrar que sabe de surf. A África precisa deixar-se e que a deixem em paz para aprender com serenidade a onda da democracia!Quando os líderes souberem surfar, pensando também nos outros, vamos descobrir que há mar para todos, seja na água, seja na vida, seja no Desenvolvimento! Aí, nesse tempo de sol, a humanidade inaugurará uma nova etapa da civilização e a paz será universal.
Aveiro, Junho de 2008

Se...

Se não perderes a cabeça quando todos à tua volta

a perdem e te culpam por isso;

Se mantiveres a confiança quando todos de ti duvidam,

sendo porém tolerante para com a sua desconfiança;


Se puderes esperar sem que a espera te fatigue

e rodeado de falsidade não enveredares também pela mentira,

Ou odiado não cederes ao ódio,

e contudo não pareceres demasiado bom ou sabedor.


Se conseguires sonhar__ e não ser dominado pelos sonhos;

Se souberes pensar__ sem que pensar seja o teu objectivo,

Se conseguires lidar com o Triunfo e o Desastre

e tratar esses dois impostores por igual.

Se puderes ver por terra aquilo que dedicaste a vida

e inclinares-te para o reerguer com ferramentas já gastas;


Se fores capaz de reunir todos os teus ganhos

e arriscá-los de uma só vez, cara ou coroa,

E perdendo, começares tudo de novo

Sem que oiçam uma única palavra sobre as tuas perdas;


Se conseguires forçar o teu coração, os teus músculos e fibras

a subsistir muito para além dos limites

E assim resistir quando já não resta

se não a vontade que lhes comanda: “Resistam”!


Se souberes falar com a turba sem abdicar da rectidão

e no convívio entre reis não perderes a simplicidade,

Se amares a todos,

prestando a cada um a sua especial atenção;

Se puderes preencher o minuto inexorável

com sessenta segundos de corrida a fundo,


Tua será a terra e tudo o que nela há

e mais do que isso, meu amigo,

serás um HOMEM!


R. Kipling

 
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