Há uma altura na vida..









em que olhamos para o que andamos a fazer.
E nos cansamos da corrida. Queremos mudar o mundo, mas estar em casa para o jantar e divertirmo-nos a fazê-lo, e pelo meio passar ainda na praia e dar uma surfada, e se não der, pelo menos apanhar com umas ondas nos costados e rebolar debaixo de água antes de termos tido só uma fracção de segundo para a ver e dizer "vai doer comó caraças" e inspirar depressa aguentar, aguentar até vir à tona de novo na esperança de que não venha outra logo a seguir e repita o espectáculo triste

e ficar o resto do dia com os olhos com sal e o cabelo desgrenhado andar de chinelos, daqueles muito simples e não pensar se temos de calçar sapatos para ir trabalhar no local onde nos esperam líderes, ou dinâmicos ou sábios. Poça. Sabedoria é andar como nos sentimos bem, seja isso estranho ou não. Para quê tanta velocidade e aparência-de-código? Para ir onde?

Andamos à procura de sinais onde eles não significam absolutamente nada. papéis, papéis, papéis... como se eles demonstrassem resultados.

tretas.

Há uma altura na vida em que nem fazemos pontuação. Liberdade de autor pá! (este texto tem parágrafos e maiúsculas e pontos e vírgulas e "e's" quando me apetece. É o meu acordo ortográfico-gramatical).

Há uma altura na vida em que passamos do modo automático para o modo "viver a fundo". As viagens e os olhos abertos e as surfadas e Deus e as estórias da vida, as boas e as de dor e o que quer em que acreditemos ajudam a que não nos esqueçamos disso!

Há alturas na vida em que temos de não perder tempo com quem não quer ver.
Há alturas na vida em que temos de ser crianças e nos encantarmos com tudo, um caderno, um livro a cheirar a novo, uma flôr, o cheirinho da cera da prancha, uma harmónica, uma comida muito boa, uma coca cola, um vinho suave, os olhos e os lábios brancos do sal.

Há uma altura na vida em que a banda sonora tem de ser "You and your heart" porque é aí que estão todos os que adoras e a quem te dedicas, família de sangue, amor, amigos.




Há uma altura na vida em que se pode fazer tudo com um espírito muito cool e descontraído, muito sorridente e sem pressa (é essa postura de estar com que imagino tenha vivido um dos meus heróis Jesus, the Christ). Um espírito muito de viver o tempo e não ele nos viver a nós, tal como o video acima... surfar sempre a rir!



Há alturas na vida em que se deve viver com o braço na porta. E outro no volante do carro sem telhado. De preferência um clássico, Land Rover, porque são como tu e vão a todo o lado. A todo o lado não... qual é o interesse de ir a lugares e a pessoas que não interessam. Vão aonde é preciso, que é bem diferente de ir a todo o lado, e vão-no, mesmo onde não haja estrada!

Há alturas na vida em que é preciso viver.

Todas as alturas!



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

 
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