Se...

Se não perderes a cabeça quando todos à tua volta

a perdem e te culpam por isso;

Se mantiveres a confiança quando todos de ti duvidam,

sendo porém tolerante para com a sua desconfiança;


Se puderes esperar sem que a espera te fatigue

e rodeado de falsidade não enveredares também pela mentira,

Ou odiado não cederes ao ódio,

e contudo não pareceres demasiado bom ou sabedor.


Se conseguires sonhar__ e não ser dominado pelos sonhos;

Se souberes pensar__ sem que pensar seja o teu objectivo,

Se conseguires lidar com o Triunfo e o Desastre

e tratar esses dois impostores por igual.

Se puderes ver por terra aquilo que dedicaste a vida

e inclinares-te para o reerguer com ferramentas já gastas;


Se fores capaz de reunir todos os teus ganhos

e arriscá-los de uma só vez, cara ou coroa,

E perdendo, começares tudo de novo

Sem que oiçam uma única palavra sobre as tuas perdas;


Se conseguires forçar o teu coração, os teus músculos e fibras

a subsistir muito para além dos limites

E assim resistir quando já não resta

se não a vontade que lhes comanda: “Resistam”!


Se souberes falar com a turba sem abdicar da rectidão

e no convívio entre reis não perderes a simplicidade,

Se amares a todos,

prestando a cada um a sua especial atenção;

Se puderes preencher o minuto inexorável

com sessenta segundos de corrida a fundo,


Tua será a terra e tudo o que nela há

e mais do que isso, meu amigo,

serás um HOMEM!


R. Kipling

terça-feira, 28 de outubro de 2008

 
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