O sapo sábio e a tartaruga jovem




Havia uma tartaruga que era jovem, irreverente como os jovens, gostava de experiências novas e gostava de arriscar, ir mais longe, desafiar limites.

Tinha um vizinho, um sapo, sábio, de cabelos brancos de riqueza de vida. Era discernido, tranquilo, tinha muita experiência e, como verdadeiro sábio, gostava de partilhar a sua sabedoria e dar conselhos.

Uma noite, a tartaruga jovem queria sair. Mas o sapo sábio avisou-a de que a noite tinha perigos, era escura e fria, escondia-se nela o risco invisível do perigo.

A tartaruga, na sua irreverência, agradeceu ao sapo o conselho, mas disse-lhe que iria sair, queria sair na noite.

Colocou então a cabeça e as pernas fora da sua carapaça e pôs-se a caminho!
Mais à frente, numa pedra escorregadia, colocou-se em falso e tropeçou.

Rebolou, rebolou e ficou virada ao contrário, de pernas para o ar.
Refeita do susto, colocou de novo as pernas e a cabeça fora.
Esperneava, esperneava, mas não conseguia voltar-se.

O sapo, chegando junto dela disse-lhe:
- Avisei-te tartaruga. Eu disse-te que a noite tinha perigos. Agora ninguém te vai salvar, vais ficar aqui e vais morrer de frio e fome.

Após um momento de silêncio, a tartaruga retorquiu:
- Sim, posso até morrer de frio e fome... mas pelo menos daqui, vejo todas as estrelas do céu!

*****

Ouvi esta fábula, de que não sei o autor, hoje na missa... Precisávamos tanto de histórias destas, de coisas que nos deixem cheios e felizes quando vamos à missa, que os cristãos chamam de "festa" mas que se vive com tristeza, frete e solenidade a mais em muitos sítios.

É hora de todos começarmos a arriscar, mesmo correndo riscos e podendo vir a cair...

.. vale a pena andar com os OLHOS NO CÉU!


domingo, 7 de novembro de 2010

1 Comment:

André Ulle said...

Vale a pena andar com os olhos no céu!

Com toda a certeza vale!

 
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