just passing trough



Estamos de passagem, todos...
Convém não esquecer isso nunca.

Ao longo da ainda curta vida, tenho visto, trabalhado e estudado algumas coisas sempre à sombra de uma certa ideia e de um certo conceito de Justiça.

Materializa-se agora e vou percebendo que toda a pobreza nasce do desequilíbrio, aquela extrema de mais além fronteiras e a outra, do lado de cá, com origens diferentes, mas semelhantes nos processos. Alguém quer muito, o muito, e consegue-o à custa de o tirar ou de o ganhar por outros que, têm menos, de menos. Capitais, são os recursos, são as vidas, a força de trabalho, de fazer, de produção e de consumo.

Constante na economia, na Política, não a que se estuda, mas que se observa, mais uma vez, a diferentes latitudes... forças que andam à pancada e as que têm capital, vão sendo invariavelmente mais fortes.. vão sendo, apenas isso: ir sendo.

Uns com tanto, outros com tão pouco, lugar comum de imagens deste e de outros continentes que nos passam pelos olhos da memória e tantos nomes que vamos carregando, quanto mais vemos e vivemos com os outros em determinados hemisférios, geográficos, mas também humanos.

Há uma ideia que me tranquiliza a angústia dessas coisas que estão mal, de gente explorada no trabalho, de crianças que dormem na rua, e de outros, menos, significativamente menos, que têm e acumulam tanto, nunca lhes chegando o que já têm, porque ficam vazios. Coisas não enchem a alma de ninguém... coisas, coisas, coisas... 

Tranquiliza-me saber que todos, todos estamos apenas de passagem. Nisso há justiça,  e nesse horizonte trabalhamo-la, à justiça e sobretudo, à liberdade.

O mundo está, definitivamente a melhorar, porque essa é a lei do equilíbrio. Que não se duvide. Os que exploram, não ficarão com mais que os explorados.

Não há gota de água no mar que não se mexa para preencher espaços vazios mais baixos. Tão certo como haver marés, tão certo como haver essa tal força de equilíbrio.

Uma onda forma-se nessa magia matemática. Várias forças que se juntam e conjugam, trabalham em equipa para o equilíbrio. O vento, as correntes, as marés, a morfologia do fundo do mar, dos fundos da praia, tudo isso contribui para uma força inexorável e certa de equilíbrio... são gotas de água, também juntas a irem para o sítio certo.

A onda perfeita, o processo.

Onde há excesso, ele acaba sempre, em última análise, a ir para onde falta. Pode não se ver em uma geração, mas se formos arqueólogos no olhar, vamos perceber que o tempo testemunha isso mesmo. Tão certo, tão justo.

#MakePovertyHistory.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

 
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